Bodebrown Wee Heavy Wood Aged Series 2014 – 4,3

bodebrownweeheavywoodagedNa esteira do sucesso da sua Double Perigosa Wood Aged (uma barley wine maturada em barris de carvalho anteriormente utilizados para o envelhecimento de vinhos da uva Cabernet Sauvigon) já avaliada aqui no blog, a Bodebrown agora faz da sua premiada Wee Heavy a base para mais uma experimentação com barris. Dessa vez foram escolhidos barris de amburana (madeira brasileira também conhecida popularmente como cerejeira) utilizados no envelhecimento de cachaça Weber Haus. Nas palavras do cervejeiro da Bode Samuel Cavalcanti: “Unimos a alma de uma cerveja tradicional da Escócia, com malte daquele país do tipo Peat, ao envelhecimento em madeira brasileira, utilizando uma dorna (espécie de barrica com capacidade para 750 litros) de cachaça”. O resultado é uma cerveja extremamente complexa e ainda bastante agressiva tanto no álcool como na madeira. Já é um espetáculo rivalizando com sua irmã mais velha como a melhor do país na minha opinião, mas deve crescer muito se deixada maturar por alguns anos. Segundo o bode ela pode ser guardada por até 10 anos. Como comprei três segue a avaliação da primeira. Em 5 anos abro a segunda e em 10 a terceira.
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País: Brasil (Curitiba)
Estilo: Wee Heavy Barrel Aged
Quando beber: provar o melhor da revolução brasileira
Harmonização: não, é só ela
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Cervejaria Escola Bodebrown
Diz a Bodebrown: “A gente não gosta de cerveja. A gente é louco por cerveja. Aliás, louco
não, alucinado. E como todo alucinado, buscamos estudar a fundo nosso objeto de adoração. Seus aromas, seus segredos, seu poder de reunir pessoas e desafiar paladares. Fabricamos exemplares de sabor único, anárquico, fodástico, questionador. Respiramos cerveja, dormimos cerveja, acordamos cerveja e, acima de tudo, bebemos muita cerveja. Agora, convocamos você a participar com a gente dessa revolução”.
Essa é a Bodebrown dos irmãos Paulo e Samuel Cavalcanti. Sem dúvida a melhor cervejaria do Brasil
Avaliação
Na taça apresentou uma coloração marrom escuro, bem fechado mas com um creme de até surpreendente formação mas que rapidamente se vai.
Aroma intenso e até um pouco brutalizado pela madeira. Muito caramelo tostado, nozes, algo defumado e expressivas frutas vermelhas. A cachaça cresce no olfato e apresenta notas bem marcadas junto com uma madeira crua da amburana.
O sabor é uma pancada com uma forte entrada maltada e alcóolica. Caramelo tostado com notas da cachaça. Aos poucos notas de frutas escuras e algo defumado também aparecem e conduz a um final  bem amadeirado e quente. No aftertaste a cachaça ainda mostra-se presente com caramelo, baunilha e algo amadeirado.
Corpo médio e carbonatação ainda presente para uma cerveja maturada em barril.
No conjunto uma deliciosa pancada que deve crescer substancialmente nas próximas degustações em 2020 e 2025.
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