Filosofia de Botequim – Philosophy on Tap: Pint-Sized Puzzles for the Pub Philosopher

Filosofia de Botequim por Matt Lawrence (Editora Alaúde)

Nunca fiz nenhuma resenha de livros sobre o universo cervejeiro aqui no blog. Mas esse livro me agradou de tal forma que me estimulou a abrir uma exceção, que talvez torne-se um hábito. Uma leitura muito leve, extremamente inteligente e provocativa. Matt Lawrence, PhD em filosofia, consegue com maestria apresentar grandes temas filosóficos sob o formato de aperitivos. Despretenciosamente, e sem nunca conduzir seu texto para um tom professoral, deixa ao leitor a análise e as respostas para os temas como o paradoxo de Zenão, a aposta de Pascal, a dúvida de Decartes ou o Eterno Retorno de Nieztche. Um livro para ler, como o próprio autor sugeriu, em pints. Um de cada vez, sem pressa, degustando e preferencialmente  compartilhando com os companheiros de mesa.
É evidente que não é nenhum tratado de filosofia, nem pretende sê-lo, mas sim uma criativa estratégia de trazê-la para mesa do bar, qualificando as discussões. Se você ainda não gosta de filosofia, e antecipo que não sabe o que está perdendo, esse livro pode lhe abrir as portas ao estudo do pensamento humano.
Um dos meus tópicos preferidos faz o questionamento sobre a natureza original do ser humano: boa ou má? Para tanto utiliza visões de dois filósofos chineses do século III antes de Cristo que eu sequer conhecia, Mêncio e Xunzi. Até chegar ao debate moderno que é liderado por Rosseau, o homem é bom no estado natural, e Hobbes, o homem é essencialmente mau. É mais do que óbvio que  eu fico com Hobbes e o clássico: “Homem Lobo do Homem”. Vale a leitura.

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