Duchesse de Bourgogne – 4,2

Esse raro estilo foi desenvolvido em Flandres, oeste da Bélgica, no século XVIII. No processo de fabricação é envelhecido em barris de carvalho que geramente contém lactobacilos residuais que “azedam” a bebida. O produto final é então um blend entre barris com 18 meses e outros com 8 meses para ajustar a acidez. É uma produção absolutamente artesanal e muito trabalhosa. O resultado é diferente, lembrando um vinho azedo, mas por mais paradoxal que possa ser, é muito bom. A Duchesse de Bourgone é considerada a cerveja que contém maior intensidade de notas vinificadas e é uma homenagem à Duquesa Mary de Bourgogne, que estampa seu rótulo. Diferente, mas deliciosa.

País: Bélgica
Estilo: Flandres Red Ale (Oud Bruin)
Quando beber: pelo menos uma vez na vida para conhecer uma clássica cerveja de Flanders
Harmonização: foie gras (eu tentaria um bom chocolate branco)

Brouwerij Verhaeghe
Pequeno cervejaria localizada em Vichte, oeste da Bélgica, é especializada na produção do  raro estilo Oud Bruin (Flandres Red Ale). Fundada em 1892 por dois irmãos, Adolf e Paul Verhaeghe, a cervejaria sofreu durante as duas grandes guerras quase vindo a fechar. Foi em 1968, com um movimento belga de retorno às origens, que a Verhaeghe decidiu produzir a sua Duchesse de Burgogne que tornaria-se cult para os amantes da cerveja.

Avaliação  
Muita calma na avaliação dessa cerveja. Dr. Jekyll e Mr. Hyde estão presentes. Acredito que o ponto alto dessa cerveja a capacidade de equilibrar uma complexidade absurda, com notas indo e voltando de azedas a doces, com um refinamento todo especial. É estranha, mas é boa. Rótulo belíssimo, clássico, antecipando a finesse dessa cerveja.
Vertida apresentou um líquido rubi escuro medianamente translúcido e um creme bege de boa formação, média/baixa persistência mas que deixa um colar permanente além de bons laces.
O aroma literalmente de vinho azedo. E paradoxalmente agradável. Frutas vermelhas passadas, muita baunilha, malte doce. Tudo isso em um intenso avinagrado balsâmico com notas bem acidas.
Na boca a impressão é que a complexidade aumenta. Na entrada frutas vermelhas passadas, com notas azedas e alcoólicas. Na sequência vem um doce de malte, baunilha e uma leve picardia de noz moscada. O final torna-se cítrico que prossegue para o aftertaste, agora acompanhado por notas adocicadas novamente, malte e baunilha.
O corpo é leve e a carbonatação mediana. Tantas notas azedas reduzem a drinkability.
www.brouwerijverhaeghe.be

 

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Comments
  • Anonymous
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    Wonderfoul beer

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