Leffe Vieille Cuvée – 3,4

Captura de Tela 2015-01-14 às 12.57.10As cervejas da Abadia de Leffe reservam via de regra boas surpresas. O fato de estar sob o controle do mega grupo belga AB-Inbev não parece ter afetado a qualidade das cervejas e pode ter contribuído para a prática de preços quase populares. É verdade que não há qualquer criatividade em suas cervejas mas para os neófitos no mundo das artesanais podem representar uma boa porta de entrada. Essa Vieille Cuvée me parece não estar mais em produção e pelo pouco que encontrei é uma versão envelhecida da RadieuseSe for, perdeu um pouco do frescor tornando-se mais doce e apagada. É uma BDSA bem feita mas com pouca personalidade. 
_
País: Bélgica
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Quando beber: uma BDSA descompromissada
Harmonização: como quase todas as belgas, “dá le” queijo brie
_
Abbaye Notre-Dame de Leffe
Assim como em muitos monastérios europeus os abades da Abbaye Notre-Dame de Leffe também se dedicaram históricamente à produção de cervejas. Fundada em 1.152 às margens do rio Meuse, na província de Namur, a abadia funcionou até o final do século XVIII. Em 1796, com o advento da revolução francesa, os abades foram destituídos, a cervejaria fechada e suas propriedades vendidas. Apenas em 1902 os Abades puderam retornar à Notre-Dame de Leffe e retomar a produção cervejeira. Foi então que, a partir 1952, uma associação entre os abades e uma cervejaria de Overijse permitiu que a Leffe fosse produzida em escala comercial.
Atualmente a marca pertence à gigante Anheuser-Inbev, que destina royalties da venda não apenas à manutenção da Abadia como à suas obras de caridade.
Avaliação  
Na taça apresentou uma coloração âmbar escura, suavemente turva e com um creme branco denso, de boa formação, média persistência e algumas marcas.
Aroma suave (para não dizer tímido) com notas frutadas (cerejas e ameixas), notas adocicadas de caramelo e açúcar belga e uma leve picância fenólica que remete à cravo e pimenta branca. O álcool faz-se sentir.
No sabor uma entrada adocicada de frutas secas e caramelo tostado com alguns ésteres frutados. Aos poucos o álcool e o cravo a deixam picante até encerrar com um final levemente amargo e seco. Aftertaste sem grande expressão com notas doces e alcoólicas.
O corpo é sedoso mas menos que o esperado e a carbonatação evidente.
Uma BDSA bem feita mas bastante suavizada. Eu passaria.
Recommended Posts

Leave a Comment